segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Homenagem a Elliott Erwitt



"Fotografia é o que está ali, não o que você inventa. Isso vale se você quer vender Sucrilhos ou um automóvel. O que é especial em fotografia é que é real, não que você fabricou algo."



"O digital só tornou as pessoas más fotógrafas. Você pode dar uma câmera digital a um orangotango e conseguir resultados melhores do que com uma pessoa."



"O interesse essencial não mudou e não vai mudar. Agora está na moda ser "cool" e atual, mas não me interessa ser "cool" e atual."



“Uma boa foto tem de ser bem composta, ter substância e algum tipo de magia que não se pode explicar.”


































Para ir além:

http://www.elliotterwitt.com/lang/en/index.html
http://www.magnumphotos.com

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Narrativas Visuais

O curso de fotografia "Narrativas Visuais: Curso Aberto de Fotografia Digital" promovido pela Editora Abril e National Geographic Brasil aconteceu durante os meses de agosto e setembro na Praça Victor Civita em São Paulo.

Sob o comando do fotógrafo da National Luciano Candisani, o curso revelou novos talentos e, certamente, novas vocações.

A aula de fechamento do curso aconteceu no Jardim Botânico de São Paulo em um dia de muito sol e calor, para a alegria de todos.
Parabéns aos participantes e especialmente ao Luciano que, além de grande fotógrafo, revelou seu talento (e paciência) como professor.


Luciano Candisani
Tudo pelo melhor ângulo


Ipê-amarelo (Tabebuia carayba)


Vista da entrada do Jardim Botânico (SP)



Bugio (Alouatta fusca) macho

Saí-azul (Dacnis cayana) visitando Suinã (Erythrina speciosa)
Foto: Laura Grandisoli

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Biblioteca básica para Fotógrafos Digitais

Já existem boas obras de referência em Português, mas as obras mais completas ainda estão em Inglês.
Os temas tratados pelas obras se repetem, inclusive quando obordam o tratamento digital das imagens. Vale a pena sentar em uma boa livraria, olhar em detalhes cada um, e escolher aquele que mais tem a ver com seu modo de fotografar e trabalhar a imagem.
Essas são apenas algumas dicas. Divirta-se.


























































quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fotografia e Conservação

Luciano Candisani
do blog da Nat Geo Brasil

Quase nada escapa das lentes das câmeras fotográficas. Desde o registro da primeira imagem permanente da história, em 1826, essa técnica de "reprodução do real" tornou-se o principal veículo na formação da memória visual da humanidade. Mas a fotografia não é apenas um componente documental. Ao contrário, os fotógrafos saem a campo ávidos por imprimir no filme suas interpretações particulares da realidade; eles usam os controles da câmera de forma criativa em favor do registro da própria resposta emocional ao tema. Essa busca, muitas vezes, revela composições que extrapolam a tarefa do inventário histórico e acabam, elas próprias, interferindo no rumo dos acontecimentos.

Fotografias já aceleraram o fim de guerras e injustiças sociais e veem desempenhando papel fundamental em nosso maior desafio atual: a busca de um modelo de produção e consumo ecologicamente sustentáveis e compatíveis com a sobrevivência dos últimos grandes espaços naturais da Terra.


Há vários exemplos de conquistas ambientais práticas, desencadeadas por fotografias; um dos mais emblemáticos vem da África. Em 2002, o presidente El Hadj Omar Bongo, do Gabão, surpreendeu os ambientalistas ao anunciar a instalação de um enorme sistema de unidades de conservação com cerca de 26 mil Km2 em seu país. Numa ação sem precedentes no continente, treze novos parques nacionais foram criados de uma só vez para a proteção de ambientes tão diversos quanto florestas tropicais, savanas, manguezais, lagoas e pântanos.

O Gabão abriga algumas das últimas grandes áreas intocadas da África e as autoridades do país já vinham sendo alertadas, há muito tempo, sobre a urgência da proteção dos ecossistemas locais, constantemente ameaçados pela exploração da madeira, mineração, agricultura e caça. A decisão presidencial, porém, não foi desencadeada apenas por relatórios e números; ela tem uma relação mais estreita com a emoção.

Ao ver as imagens da expedição Megatransect - na qual o ecologista Mike Fay e sua equipe percorreram, a pé, mais de 3700 quilômetros no centro do continente africano, boa parte deles no Gabão - Omar Bongo, finalmente, aceitou as sugestões dos ambientalistas. Nas palavras de Fay: "O presidente já tinha ouvido tudo sobre desenvolvimento sustentável e conservação, mas só se deu conta de que seu país tem recursos naturais, que vão além dos minerais e madeira, ao ver as fotografias da expedição".

Pensando em potencializar o uso da fotografia como ferramenta em favor da conservação, a fotógrafa e ambientalista Cristina Mittermeier, fundou, em 2005, uma associação de fotógrafos de natureza com obras relevantes para a proteção da biodiversidade no planeta. A Liga Internacional dos Fotógrafos de Conservação - ILCP, da sigla em inglês - conta hoje com 72 profissionais de vários países, entre eles Michael Nichols, autor das fotografias da expedição Megatransect, decisivas na criação dos parques no Gabão.


Uma das novidades introduzidas pela ILCP são as expedições visuais de avaliação ambiental - Rave, da sigla em inglês. Nessa ação, vários fotógrafos, de diferentes especialidades cobrem simultaneamente uma mesma área de interesse prioritário para a conservação.
No ano passado, uma Rave levou quatro fotógrafos da Liga Internacional para a Ilha de Bioko, na África Ocidental. O resultado do trabalho ganhou reportagem de vinte páginas - com o título "Ilha de Noé" - na edição de agosto da revista National Geographic, publicação lançada em 1888 com o objetivo de "mostrar o mundo e tudo o que há nele" e que, em 2008, atribuiu-se uma nova missão: "inspirar as pessoas a cuidar do planeta".

terça-feira, 4 de agosto de 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Momentos em Preto e Branco.

Há certos momentos que o uso do preto e branco é mais que adequado.
Fotos de cidades, estruturas, retratos e até mesmo certas paisagens com contrastes marcantes ganham vida e suavidade na ausência de cores.


Felipe & Mariana: Nikon D80, lentes 18-135mm (1/8s, f4.8 e ISO 400) e tripé.


Hasselblad 501CM. Ilford SFX 200 revelado com Rodinal. Filtro vermelho.
Foto de Fábio Fantazzini


Fields of Gold: Nikon D80 e lente de 50mm

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Macrofotografia: investindo "pouco" e tirando boas fotos.

Como biólogo, sempre achei fascinante poder observar detalhes de animais, especialmente insetos, impossíveis de serem vistos à vista desarmada.

As cores, as texturas, os formatos e, porque não dizer, as expressões desses seres minúsculos, me foram revelados a pouco tempo, quando dei meus primeiros passos no mundo da macrofotografia.

Minha primeira experiência foi com um simples jogo de lentes close-up Hoya HMC (+1, +2 e +4) de 52mm, aliada a uma velha (porém extremamente clara) lente fixa de 50mm (1:1.8), que costumava usar com uma (mais velha ainda) Nikon N70.

Os resultados foram animadores.

Mosca na janela: Lentes close-up (+2 e +4) + lente fixa de 50mm (1:1.8) e flash incorporado da Nikon D80.

Outra preocupação foi a iluminação.

Um dos pontos mais sensíveis da macro-fotografia é a quantidade e a qualidade de luz que atinge o objeto, aliados ao fator velocidade e abertura. Costumo ler muitos artigos sobre como montar seu sistema de flashs para macrofotografia e, para ser bem sincero, tenho conseguido resultados razoáveis com o flash da própria D80 ou, em alguns casos mais específicos, com um SB-800 e papel manteiga para atenuar sombras e tornar a foto mais agradável.

Aranha papa-moscas: Lentes close-up (+1 e +4) + lente fixa de 50mm (1:1.8) e flash incorporado da Nikon D80.

Considero que essa foi uma ótima forma de dar os primeiros passos na macrofotografia, pois seu custo foi muito inferior ao de comprar uma objetiva macro e, para muitos de nós, os resultados finais são mais que suficientes.

A prática, persistência e paciência são mais valiosas, em muitos casos, que o próprio equipamento. A proximidade com o objeto na macrofotografia (o que dificulta no caso de seres vivos) e a dificuldade com o foco podem desanimar mas tenho certeza que em pouco tempo os resultados melhorarão e surpreenderão.

Existem outros equipamentos que auxiliam a macrofotografia, como por exemplo:

1. Tubos (anéis de extensão) - São tubos, sem lentes, que aumentam a distância entre a objetiva e o sensor da máquina. São colocados entre a objetiva e a câmera. Os tubos de extensão são vantajosos pois possuem peso reduzido, não exigem lentes (não provocando distorção óptica), mas dificultam a operação de troca, e para se conseguir tamanho exato de imagem, interferem na fotometria.

Costumam ser vendidos em jogos de três unidades que podem ser usadas em diversas combinações. Há tubos manuais e automáticos: no primeiro caso, não há conexão entre a câmera e o mecanismo de fechamento do diafragma da objetiva; no último, este continua a funcionar normalmente.

2. Anel Inversor - Inverte a objetiva, a parte anterior da objetiva é acoplada na câmera com o uso deste anel, possibilitando fotos a curta distância.

3. Objetivas macro – São projetadas para se ter o máximo de focalização em toda a foto, pois utilizando acessórios para macrofotografia temos grandes perdas nas bordas do quadro. As objetivas Macro possuem um cilindro helicoidal, podendo focalizar de infinito até em escala de 1:1 (um centímetro do filme equivale a um centímetro do real). São desvantagens das Objetivas Macro possuem custo elevado e pequena luminosidade, mas já existem objetivas com boa luminosidade, entretanto o custo é ainda maior. Aqui as objetivas ainda podem ser divididas em objetivas normais macro, Teleobjetiva macro, Objetivas Zoom Macro.

Consulte também

http://aartedeolhar.blogspot.com/

http://www.macrofotografia.com.br